Introdução
O processo de esmaltação é uma etapa crítica na produção cerâmica. A qualidade da camada de esmalte não só afeta a aparência, o brilho e a textura do produto, como também determina diretamente sua resistência a manchas e ao desgaste após a queima. No entanto, na produção real, diversos defeitos de esmaltação ocorrem frequentemente devido a fatores como as propriedades do esmalte, os parâmetros do processo ou a condição da massa cerâmica. Se não controlados, esses defeitos não só aumentam as taxas de retrabalho, como também impactam o rendimento geral do produto. Este artigo analisa sistematicamente os defeitos de esmaltação mais comuns e suas causas.
I. Microfuros no esmalte
Causas: Viscosidade excessivamente alta da pasta de esmalte, alto teor de umidade na massa ou aplicação muito espessa impedem a liberação adequada das bolhas.
Contramedidas: Otimizar a fluidez do esmalte, reduzir o teor de umidade da massa e controlar a espessura da camada de esmalte.
II. Camada de esmalte muito fina ou muito espessa
Muito fino: Uma baixa concentração de esmalte resulta em cobertura insuficiente, causando amarelamento e falta de brilho após a queima.
Espessura excessiva: Uma alta concentração de esmalte causa acúmulo e rachaduras, especialmente nas bordas, onde a cobertura uniforme é difícil.
Medidas corretivas: Ajuste a concentração adequadamente com base no método de esmaltação (despejo, imersão, etc.).
III. Rachaduras ou ondulações no esmalte
Partículas muito finas → Alta viscosidade e teor de umidade, propensas a rachaduras e enrolamento;
Partículas muito grossas → Sedimentação rápida, má adesão;
Materiais excessivamente viscosos → Viscosidade excessiva também causa defeitos.
Contramedidas: Otimizar a distribuição do tamanho das partículas, adicionar agentes gelificantes ou aditivos orgânicos de forma racional e ajustar adequadamente as proporções das matérias-primas.
IV. Descascamento do esmalte
Coeficientes de expansão térmica incompatíveis entre o esmalte e a massa cerâmica, ou reações em altas temperaturas que formam sais e causam separação.
Contramedidas: Melhorar a compatibilidade da formulação, otimizar os processos de queima e evitar o estresse térmico e reações anormais.
V. Brilho Insuficiente do Esmalte
Camada de esmalte excessivamente fina; absorção excessiva de esmalte pela massa; componentes voláteis ou materiais não fusíveis no esmalte; impurezas de óxidos de enxofre ou sulfatos no forno.
Contramedidas: Garantir a espessura adequada do esmalte, usar matérias-primas puras e controlar a atmosfera de queima.
VI. Outros defeitos relacionados ao processo
Adição excessiva de água, corpo sinterizado em excesso → falha na adesão do esmalte; mistura irregular da pasta de esmalte → estratificação, formação de bolhas ou fissuras.
Contramedidas: Padronizar as operações de esmaltação, aprimorar a mistura e homogeneização da pasta de esmalte.
Resumo
Os defeitos de esmaltação geralmente decorrem de múltiplos fatores, incluindo as propriedades da pasta de esmalte, a condição da massa e o controle do processo. Problemas como poros, escorrimento, craquelamento, descascamento do esmalte e brilho insuficiente refletem deficiências no processamento da matéria-prima e na adequação da formulação, além de expor desvios nas operações de esmaltação e nos processos de queima. Ao estabilizar as propriedades da pasta de esmalte, otimizar os parâmetros do processo, manter a compatibilidade entre a massa e o esmalte e garantir a operação estável dos equipamentos, os fabricantes podem não apenas reduzir as taxas de defeito, mas também melhorar significativamente a qualidade da superfície do produto e a consistência da produção, fortalecendo assim a competitividade no mercado.